Histórico  
     
  O Border Collie surgiu na Grã-Bretanha há mais de 200 anos por volta do século XIX, sendo descendente dos cães de trabalho da região. Naquela época, os cães de pastoreio tinham tendência a cercar os animais rodando em círculos e intimidando-os com latidos até conduzi-los ao pastor. Até que então surgiu um cão capaz de pastorear sem latir e apenas com o olhar conduzir o rebanho: Hemp, considerado o "pai" do Border Collie.

O Border Collie foi selecionado por trabalho, e não por características físicas. Dessa forma, o critério usado foi cruzar os melhores com os melhores. Nem sempre o potencial genético para o trabalho de pastoreio implica em beleza. Podem-se encontrar variações de cores, pelagem, orelhas e olhos.

Em 1860, a Rainha Vitória viu pela primeira vez um Border Collie e se tornou uma grande entusiasta da raça. Após em 1876 Mr. R. J. Lloyd Price fez uma demonstração mostrando a capacidade desses pastores. De cem ovelhas levadas a um Palácio em Londres, três foram separadas do rebanho e levadas a uma área remota do Parque, e lá abandonadas. A inteligência desses cães para levá-las de volta a um pequeno curral, atendendo gestos e assovios de seus mestres, deixou a todos atônitos. É essa extrema habilidade que os criadores sérios de Border Collies querem perpetuar.



Em 1906, foi definido o primeiro padrão da raça, que ao contrário dos padrões da maioria das raças, trazia mais a descrição das habilidades para o trabalho do que a descrição física propriamente. De fato, esta ênfase no perfil de trabalho vem modelando a raça desde então. Até 1915, a raça era conhecida simplesmente como "sheepdog", quando foi batizada de Border Collie, para se diferenciar do Collie Show, mais conhecido como Lassie.

Suas Principais características são: conduzir os rebanhos pelo poder do olhar, não latir e caminhar com a cauda entre as pernas, como um felino quando caça. Assim, mostra atenção e domínio. O poder do olhar mantém o rebanho agrupado enquanto o conduz, para que nenhum animal se afaste. Como trabalham em silêncio, os rebanhos permanecem tranqüilos. Ele é capaz de conduzir qualquer tipo de rebanho, desde ovelhas e bovinos, até gansos, nunca desiste e está sempre atento ao rebanho. Um bom Border não deve levantar a cauda, nem latir quando trabalha, a menos que seja um cão jovem e inexperiente.

Para o pastoreio, a recria deve ser feita sem contato constante com rebanhos para evitar vícios futuros, o que não impede de vez em quando levar ao rebanho para conhecer os movimentos dos animais fazendo com que aflore seu instinto de pastoreio, mas isso não deve durar mais que 5 minutos. Durante esse período de recria, pode-se se fazer a iniciação básica de obediência, o que vai facilitar em muito posteriormente o treinamento de pastoreio. Entre 10 e 12 meses pode-se iniciar o treinamento em um redondel, de preferência com ovelhas mansas para o cão começar a adquirir confiança e também se ter um maior domínio sobre ele.

Após o estagio inicial, o treinamento pode ser encaminhado para um lugar um pouco maior e somente depois levado ao campo.

O treinamento é feito com comandos por voz ou por apito, que possibilitam o condutor a ordenar a direção, velocidade e maneira como queira conduzir os rebanhos. Os comandos de voz podem ser em qualquer língua, desde que se observe a entonação das silabas para não confundir o cão, por isso em muitos paises a maioria dos comandos é realizada com a língua inglesa, por ser universal e porque sua entonação é diferente em cada comando. Os apitos são muito utilizados, pois facilitam os comandos a distância, principalmente nos dias em que os ventos estão contra o condutor.

O Border Collie tem como característica circular em volta do rebanho e traze-lo ao condutor; é um dos poucos cães pastores do mundo a ter essa característica de arrebanhar. Um Border Collie bem treinado é capaz de trazer rebanhos há uma distância de 800 metros ou mais. A raça é individualista, por isso um cão não aprende a trabalhar com outro, sendo necessário que cada cão tenha um treinamento individualizado, em função de suas particularidades diferentes. É importante deixar claro que um Border Collie sem treinamento específico, tem baixo aproveitamento, desempenhando apenas 30% de sua capacidade.

O Border Collie foi criado em seu país de origem para conduzir ovelhas, mas nos Estados Unidos e Austrália, os cães com características mais agressivas foram adaptados para lida com gado, podendo hoje em dia ser encontrados borders que mordem garrão (calcanhar) e focinhos de bovinos. Para testarem suas habilidades foram criados em 1873, as primeiras provas de pastoreio que hoje em dia se tornaram populares em vários paises do mundo, inclusive no Brasil, onde já existem provas de pastoreio desde 2000 com regras e características das provas dos Estados Unidos e Europa. O Border Collie é considerado o cão mais inteligente do mundo, por isso vem se destacando em outras atividades como provas de agillity, fresbee, obediência, guia de cegos, farejador de drogas... etc. e seguidamente vem aparecendo em filmes e comerciais de televisão.?






Padrão Oficial CBKC

PADRÃO OFICIAL CBKC nº 297, de 9/6/95 FCI nº 297 GB, de 8/9/88 País de origem: Grã-Bretanha Nome no país de origem: Border Collie
APARÊNCIA GERAL:bem proporcionado, de silhueta suave revelando qualidade, graça e perfeito equilíbrio, combinando com substância suficiente para conferir uma impressão de resistência. Qualquer tendência à rusticidade ou debilidade é indesejável.

CARACTERÍSTICAS: tenacidade, pastor de trabalho pesado, de ótima tratabilidade.

TEMPERAMENTO: esperto, alerta, responsável e inteligente. Jamais nervoso ou agressivo.

CABEÇA E CRÂNIO: crânio razoavelmente largo, occipital não pronunciado. Sem bochechas cheias ou arredondadas. Focinho afinando para a trufa, moderadamente curto e robusto. Crânio e focinho, aproximadamente do mesmo comprimento. Stop bem marcado. Trufa preta, exceto para os exemplares de cor marrom ou chocolate, nos quais pode ser mais marrom. Nos azuis, a trufa é cor-de-ardósia. Narinas bem desenvolvidas.

OLHOS:inseridos bem separados, de formato oval e tamanho médio; de cor marrom exceto nos "merle" para os quais um, ambos os olhos ou apenas parte de um poderá ser azul. Expressão suave, esperta, alerta e inteligente.

ORELHAS:
de textura e tamanho médio, inseridas bem separadas. Portadas eretas ou semi-eretas e de audição muito sensível.

BOCA:
maxilares e dentes fortes com uma mordedura em tesoura perfeita, regular e completa, isto é, os dentes superiores recobrem os inferiores e são inseridos ortogonalmente aos maxilares.

PESCOÇO: de bom comprimento, robusto e musculado, levemente arqueados engrossando para os ombros.

ANTERIORES: visto de frente, paralelos, visto de perfil, metacarpos ligeiramente inclinados. Ossatura forte sem ser pesada. Ombros bem angulados, os cotovelos trabalhando ajustados rente ao tórax.

TRONCO: de aspecto atlético, costelas bem arqueadas, peito profundo e mais para largo, lombo profundo e musculado sem ser esgaldado. O comprimento do tronco é ligeiramente maior que a altura na cernelha.

POSTERIORES: largos, musculados, vistos de perfil, a garupa é ligeiramente inclinada para a raiz da cauda. Coxas longas, profundas e musculadas com joelhos bem angulados e jarretes curtos e robustos. Vistos por trás, os jarretes têm boa ossatura e são paralelos.

PATAS: de formato oval, almofadas plantares e digitais espessas, robustas e saudáveis, dígitos bem arqueados e compactos. Unhas curtas e fortes

CAUDA: moderadamente longa, com a última vértebra alcançando, no mínimo, o nível dos jarretes, de inserção baixa, bem guarnecida de pêlos e com uma espiral para cima na direção da ponta, conferindo um gracioso contorno e equilíbrio ao cão. A cauda poderá erguer-se em estado de excitação, jamais portada sobre o dorso.

MOVIMENTAÇÃO: fluente, suave e incansável, com um mínimo de elevação das patas, conferindo a impressão de habilidade para movimentação com grande propulsão e velocidade.

PELAGEM:
duas variedades. Moderadamente longa. Lisa. Em ambas, a pelagem é densa e de textura média, subpêlo macio e denso fornecendo boa proteção contra intempéries. Na variedade de pelagem moderadamente longa, a abundância de pêlos forma uma juba, culotes e pincel. Na face, orelhas, anteriores (exceto para franjas), posteriores do jarrete ao solo, o pêlo é curto e liso.

COR: a variedade de cores é permitida. O branco jamais deverá ser predominante.

TALHE: altura ideal na cernelha: machos 53 cm; fêmeas, ligeiramente menores.

FALTAS: qualquer desvio dos termos deste padrão deverá ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade.

NOTA: os machos devem apresentar dois testículos da aparência normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal.

 

 

 


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Border Collie de Pastoreio


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